Trump diz que os EUA farão de tudo para controlar a Groenlândia, citando rivalidade com Rússia e China; declarações também envolvem Irã, Cuba e possível diálogo com Venezuela
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou neste domingo (11) que seu país “conseguirá a Groenlândia de um jeito ou de outro”, reiterando uma postura agressiva sobre um território estratégico no Ártico que hoje faz parte do Reino da Dinamarca e tem estatuto semiautônomo. A declaração ocorre em um contexto de crescentes tensões globais, envolvendo rivalidades com Rússia e China, preocupações com o Irã e negociações em curso com países latino-americanos.

Em um movimento que pode redesenhar o futuro político da Faixa de Gaza, o Hamas anunciou que deixará o controle do governo nas mãos de um órgão tecnocrático palestino independente. Segundo o grupo, a decisão é definitiva e representa uma mudança estratégica significativa, abrindo espaço para uma administração civil sem vínculo partidário em meio à intensa pressão internacional e ao prolongado conflito na região.
Durante conversa com repórteres, Trump disse que os Estados Unidos “tomarão a Groenlândia” com o objetivo de impedir que potências estrangeiras como a Rússia ou a China ganhem uma posição dominante no gigante território ártico. “Se não tomarmos a Groenlândia, a Rússia ou a China o farão, e eu não vou deixar isso acontecer”, afirmou o presidente, sem detalhar métodos específicos para alcançar esse objetivo. (TASS)
A ilha — rica em minerais estratégicos e com localização geográfica crucial entre Norte da América e Europa — tem sido alvo de discussões políticas intensas nos últimos meses. Trump já explorou no passado a ideia de adquirir o território e renovou essa retórica em meio a um discurso beligerante sobre segurança global e supremacia geopolítica dos EUA. (Reuters)
O plano americano, no entanto, enfrenta sólido repúdio da Dinamarca e da própria Groenlândia. Diplomatas nórdicos e autoridades locais rejeitaram as alegações de Trump de que Rússia ou China possuem presença naval significativa ao redor da ilha, classificando-as como infundadas e politicamente motivadas. De acordo com representantes dos países escandinavos, rastreamentos marítimos não mostram presença militar relevante de potências estrangeiras ao redor da Groenlândia. (Reuters)
Nem só o clima extremo e a escassez desafiam os pescadores no Cazaquistão. Em um episódio inusitado registrado em vídeo, um javali aparece tentando “roubar” o peixe recém-capturado, transformando a pescaria em uma disputa improvável entre homem e natureza. As imagens, divulgadas por uma federação local de pesca esportiva, viralizaram ao expor as surpresas e os riscos enfrentados por quem vive da atividade.
Além disso, líderes políticos groenlandeses emitiram uma declaração conjunta afirmando que não desejam ser americanos e que querem manter sua autonomia e identidade próprias, criticando veementemente os comentários de Trump. (TIME)
As repercussões diplomáticas dessa postura já são visíveis. A primeira-ministra da Dinamarca, Mette Frederiksen, advertiu que um ataque americano contra um território sob soberania dinamarquesa que também é parte da OTAN seria “o fim de tudo” para a aliança transatlântica, ressaltando que os EUA e a Dinamarca são aliados históricos dentro da aliança militar. (Agência Brasil)
Trump também aproveitou a coletiva para ampliar sua retórica geopolítica além do Ártico. O presidente afirmou que, caso o Irã ataque qualquer instalação norte-americana, os Estados Unidos irão retaliar com uma “força jamais vista”, numa clara intensificação do tom contra Teerã. Embora não tenha especificado o que isso significaria em termos operacionais, a ameaça ocorre em meio a um período de tensões renovadas entre Washington e o governo iraniano.
Em outra frente diplomática, Trump disse que seu governo está em contato com autoridades em Havana, capital de Cuba — embora detalhes sobre o teor dessas conversas não tenham sido divulgados. A Casa Branca tem reiterado interesse em redefinir relações com o Caribe e a América Latina como parte de sua estratégia hemisférica.
Sobre a situação na Venezuela, Trump não descartou um encontro com a presidenta interina Delcy Rodríguez, figura central na liderança atual depois da recente operação militar dos EUA que resultou na captura do ex-presidente Nicolás Maduro. Embora as relações entre Washington e Caracas estejam em níveis históricos de tensão — com acusações mútuas e intervenções — a possibilidade de um encontro sugere que Washington considera negociações como parte de sua estratégia diplomática. (The Atlantic)
Analistas internacionais observam que a combinação de ameaças abertas e negociações potenciais reflete uma postura cada vez mais assertiva dos Estados Unidos no cenário global, algo que já provoca reações adversas em parceiros tradicionais e rivais geopolíticos. Especialistas europeus também reforçam que a intenção de anexar ou dominar a Groenlândia unilateralmente pode representar um desafio significativo às normas internacionais e à coesão das alianças existentes. (Financial Times)
Enquanto isso, representantes do governo americano afirmam que abordagens diplomáticas para a Groenlândia continuam na mesa, incluindo propostas para aumentar a cooperação econômica e estratégica com daneses e groenlandeses — embora a retórica de Trump adiciona incerteza às negociações.
A comunidade internacional agora observa atentamente como essas declarações e movimentos diplomáticos podem alterar o equilíbrio geopolítico em regiões tão distintas quanto o Árctico e a América Latina, num momento em que rivalidades entre grandes potências estão se intensificando em múltiplas frentes.
