Piloto comercial relata voos, dinheiro em espécie e encontros com políticos e ministro do STF em denúncia que cita PCC e Banco Master.
🚨 A TV NÃO MOSTRA
Durante anos, Mauro Matosinho acreditou que seu trabalho se resumia a pilotar jatos particulares para empresários de alto padrão. Quinze anos de carreira, voos executivos, rotinas discretas. Até que, segundo ele, percebeu que não transportava apenas passageiros — mas fazia parte de uma engrenagem muito maior. Uma engrenagem que, nas palavras do próprio piloto, revelou uma “janela para a corrupção do sistema brasileiro”.
A denúncia não vem de um político, nem de um jornalista investigativo. Vem de alguém que afirma ter estado dentro da operação, vendo, ouvindo e vivenciando o funcionamento dessa estrutura por meses.

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✈️ O início: um táxi aéreo em expansão acelerada
Em novembro de 2023, Mauro foi contratado pela empresa Táxi Aéreo Piracicaba, que aparentava viver uma fase de crescimento acelerado. Segundo o relato, quem comandava toda a operação era Epaminondas, figura central na articulação dos voos, das aeronaves e das relações políticas.
Foi o próprio Epaminondas, afirma o piloto, quem explicou que o jato Gulfstream G150, matrícula PR-SMG, pertencia a dois empresários conhecidos como Beto e Primo, ligados ao setor de combustíveis e ao fundo REAG.
Hoje, esses mesmos nomes são apontados pela Polícia Federal como lideranças do PCC em esquemas de lavagem de dinheiro com ramificações na Faria Lima.
🧳 Voos exclusivos, dinheiro em espécie e Brasília como destino
Entre janeiro e maio de 2024, Mauro afirma ter voado exclusivamente para Beto, Primo, familiares e funcionários do grupo — internamente chamados de “pessoal da REAG”.
Após reportagem exibida no Fantástico, que expôs as primeiras conexões com o crime organizado, os voos não cessaram. Pelo contrário: se intensificaram, especialmente para Brasília.
No dia 6 de agosto, durante um voo à capital federal, Epaminondas teria entregue ao piloto uma sacola de papel, alertando:
“Tem dinheiro aí dentro. Cuidado.”
Segundo Mauro, a sacola não retornou a São Paulo. Conversas posteriores indicariam que o destino final seria o senador Ciro Nogueira.

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🏛️ Reuniões com Alcolumbre e voos de madrugada
Poucas semanas depois, em 20 de agosto, outro voo para Brasília. Desta vez, o encontro relatado foi com o senador Davi Alcolumbre. O retorno, segundo o piloto, ocorreu apenas de madrugada.
O padrão se repetia: voos discretos, horários atípicos, encontros reservados.
⚖️ Toffoli, resort Tayayá e o Banco Master
Em setembro, Mauro afirma ter pilotado o mesmo jato em um voo que teve como passageiro o ministro do STF, Dias Toffoli.
O itinerário incluiu Brasília e Ourinhos, com destino final ao resort Tayayá — local já citado pela imprensa como ponto central do suposto envolvimento do ministro com o fundo REAG e o Banco Master.
O piloto afirma que esse voo se encaixava no mesmo padrão logístico que vinha observando desde o início do contrato.
💸 Frota milionária e novos nomes no radar
Enquanto isso, a empresa crescia em ritmo vertiginoso. Novas aeronaves surgiam rapidamente:
MR-L, LPG, TPI, entre outras — uma frota avaliada em centenas de milhões de reais.
Segundo Epaminondas, os aviões pertenceriam a um grupo formado por:
- Antônio Rueda, presidente do União Brasil
- Danilo Trento, lobista investigado por fraudes no INSS e na compra de vacinas
- César Asfor Rocha, ex-ministro do STJ, e seu filho
Ainda segundo o relato, Rueda articularia recursos do BRB para aquisição de um hangar próprio no Aeroporto Internacional de Brasília — o antigo Hangar Sagres. O BRB, por sua vez, também aparece conectado ao Banco Master.
💼 “Cargas perigosas” e caixas de dinheiro
O piloto afirma que presenciou — ou ouviu diretamente do dono da empresa — pagamentos em dinheiro vivo, ironicamente chamados de “cargas perigosas”.
Houve voos ligados a agendas de governos estaduais, embarques de caixas de dinheiro em Brasília, além de deslocamentos envolvendo Danilo Trento para o Maranhão, com encontros políticos em fazendas pertencentes a senadores.
🧠 “Não é opinião. É o que eu vivi.”
Mauro encerra seu relato com uma afirmação direta:
“Não é opinião. É o que eu vi, ouvi e vivi.”
Segundo ele, o sistema funciona pela combinação de dinheiro, poder e silêncio — e só se sustenta enquanto as pessoas tiverem medo de falar.
Por isso, ele pede que o vídeo não morra nas redes. Que seja compartilhado. Que parlamentares sejam cobrados. Que investigações sejam exigidas.
📺 Por que a TV não mostra?
Porque denúncias como essa só vêm à tona quando alguém de dentro resolve romper o silêncio. E, quando rompem, a pergunta que fica não é apenas se tudo isso será investigado, mas quem terá coragem de investigar.
👉 O vídeo completo do autor está incorporado abaixo.
Assista. Tire suas próprias conclusões. E decida se isso merece ou não ser ignorado.
