Enquanto Bolsonaro arrasta multidões pelo Brasil, Lula não consegue mobilizar público e vê o ato de 8 de Janeiro esvaziado, expondo o contraste entre a realidade das ruas, as pesquisas e o discurso da mídia.
A TV Não Mostra
Enquanto discursos oficiais falam em defesa da democracia e reconstrução institucional, as imagens e os atos concretos contam outra história. O evento promovido pelo governo federal em 8 de janeiro, vendido como um marco simbólico de fortalecimento democrático, revelou um contraste incômodo entre narrativa e realidade: público reduzido, ausência de lideranças-chave e decisões políticas que aprofundam divisões, em vez de pacificá-las.
O ponto mais sensível do ato foi a decisão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva de vetar integralmente o Projeto de Lei da Dosimetria, proposta que buscava individualizar penas e corrigir excessos nas condenações relacionadas aos atos de 8 de janeiro de 2023. O veto, celebrado por militantes e setores alinhados ao governo, foi recebido com indignação por juristas, familiares de presos e parte significativa da sociedade civil.

Veto presidencial amplia tensão e enterra discurso de pacificação
Ao barrar o PL da dosimetria, o governo optou por manter condenações padronizadas, sem análise individual de conduta, intenção ou grau de participação. Especialistas em Direito Penal apontam que a ausência dessa individualização fere princípios básicos do devido processo legal, abrindo margem para injustiças e punições desproporcionais.
Entre os condenados e presos preventivos estão idosos, mães de crianças pequenas, pessoas com doenças graves e até indivíduos em situação de rua, detidos em meio ao caos e posteriormente liberados sem condenação definitiva — mas após longos períodos de encarceramento. Ainda assim, o veto presidencial reforça a linha dura, mesmo diante de questionamentos sobre provas, autoria e responsabilidade individual.
O gesto político, longe de representar conciliação, sinaliza endurecimento. A retórica do “Lula paz e amor” cede espaço a uma postura que críticos classificam como punitivista seletiva.

Argentina quita dívida bilionária com os EUA e envia recado ao mundo
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Evento esvaziado expõe fracasso de mobilização popular
Apesar da tentativa de transformar o 8 de janeiro em um grande ato cívico, a realidade foi outra. As imagens aéreas e registros fotográficos mostram um público restrito, composto majoritariamente por militantes de movimentos sociais, sindicatos e estruturas ligadas ao próprio governo.
A ausência dos presidentes da Câmara dos Deputados, do Senado Federal e até do Supremo Tribunal Federal reforçou a percepção de desgaste da narrativa oficial. O que deveria ser um evento de união institucional acabou evidenciando isolamento político e baixa adesão popular.
O contraste com atos liderados pelo ex-presidente Jair Bolsonaro é inevitável. Independentemente de concordâncias ideológicas, é inegável que Bolsonaro, mesmo fora do poder, segue reunindo multidões em diferentes regiões do país — algo que Lula, no exercício da Presidência, não conseguiu repetir neste episódio simbólico.

Túmulos da elite chinesa revelam riquezas e conexões milenares
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Indulto de Natal reacende debate sobre seletividade penal
A contradição se aprofunda quando se observa outra decisão recente do governo: o indulto natalino. O decreto presidencial beneficiou condenados por crimes como estelionato, corrupção, organização criminosa e até delitos cometidos com violência ou grave ameaça, desde que enquadrados em critérios específicos de pena e reincidência.
Na prática, pessoas condenadas por desvios milionários, fraudes financeiras e roubos puderam ter penas reduzidas ou extintas, enquanto manifestantes do 8 de janeiro seguem enfrentando condenações severas, muitas vezes sem provas individualizadas.
Esse contraste alimenta críticas sobre uma aplicação desigual da lei, onde crimes patrimoniais e de colarinho branco recebem tratamento mais brando do que atos políticos classificados de forma genérica como atentados à democracia.

Emergência médica força retorno antecipado de astronautas da NASA
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Narrativa oficial versus realidade das ruas
O governo insiste em apresentar o 8 de janeiro como um divisor de águas democrático. No entanto, os fatos observados — veto à dosimetria, indultos seletivos, evento esvaziado e baixa mobilização popular — colocam essa narrativa em xeque.
A democracia se fortalece com justiça equilibrada, transparência e respeito às garantias legais, não com punições coletivas nem com atos simbólicos desconectados da realidade social.
Enquanto isso, pesquisas eleitorais seguem apontando cenários favoráveis ao governo, em contraste direto com imagens de ruas vazias e atos com pouca adesão. Para críticos, esse descompasso reforça a percepção de que parte da mídia atua mais como instrumento de construção narrativa do que como espelho fiel da realidade.
📝 Nota da Redação
Esta matéria tem caráter informativo e foi elaborada a partir de conteúdos que circulam em veículos de comunicação e redes sociais, sendo o texto totalmente reescrito, com análise contextual e jornalística. As declarações citadas são de responsabilidade de seus autores. A fonte original da informação será devidamente creditada ao Deltan Dallagnol.
