Declarações apontam que, após ordem de Gilmar Mendes, repórteres teriam sido orientados a evitar seu nome. Veja os bastidores da Globo e o papel do dinheiro público.
A TV Não Mostra
A relação entre poder político, Judiciário, grandes veículos de comunicação e recursos públicos voltou ao centro do debate após declarações contundentes feitas pela comentarista Paula Figueiredo em vídeo que circula nas redes sociais. Segundo ela, há um sistema de interesses cruzados que explicaria o silêncio da grande imprensa sobre determinadas figuras do poder — em especial o ministro Gilmar Mendes.
De acordo com a autora, esse silêncio não seria casual nem editorial, mas resultado de ordens internas dadas após contatos diretos do magistrado com veículos de comunicação. A denúncia, ainda que não comprovada judicialmente, reacende questionamentos antigos sobre independência da imprensa e o peso do dinheiro público na definição de linhas editoriais.

O Brasil passou a ocupar posição de destaque no cenário internacional com a posse de Rodrigo Mudrovitsch na presidência da Corte Interamericana de Direitos Humanos. A nomeação reforça a presença brasileira em um dos principais tribunais do sistema interamericano da OEA.
Em seu discurso, o magistrado alertou para o avanço do unilateralismo no mundo e defendeu que a democracia e a paz só se sustentam quando baseadas no respeito aos direitos humanos e ao direito internacional, sinalizando os eixos centrais de sua gestão até 2027.
O silêncio seletivo da grande mídia
Um dos pontos centrais levantados por Paula Figueiredo é a ausência quase total de reportagens críticas envolvendo Gilmar Mendes em grandes portais e jornais tradicionais. Como exemplo, ela desafia o público a pesquisar o nome do ministro em determinados veículos e observar a falta de conteúdos negativos ou investigativos.
Para a comentarista, essa blindagem não ocorre por acaso. Segundo ela, repórteres teriam recebido orientações diretas de suas chefias para evitar citar o nome do ministro, mesmo em contextos jornalisticamente relevantes. As ordens, afirma, teriam vindo “de cima”, após contatos do próprio magistrado com empresas de mídia.
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Ordens, pressão e bastidores
No vídeo, a autora sustenta que não se trata de “boatos” ou “ouvir dizer”. Ela afirma ter checado as informações e diz conhecer os casos específicos, optando por não divulgar nomes para preservar os jornalistas envolvidos. Ainda segundo o relato, Gilmar Mendes teria ligado para veículos de imprensa, repreendendo direções e exigindo mudanças de abordagem.
A fala é contundente: se desmentida formalmente, ela afirma estar disposta a apresentar detalhes em eventual processo judicial. A gravidade da acusação levanta uma questão sensível: até que ponto a imprensa brasileira é livre para investigar figuras centrais do poder?
Dinheiro público e linha editorial
Outro eixo da denúncia envolve o volume de recursos públicos destinados à mídia. Segundo dados citados no vídeo, a TV Globo receberia atualmente cerca de metade de toda a verba publicitária federal, concentrando valores bilionários em um único grupo de comunicação.
Essa concentração, na avaliação da autora, ajuda a explicar posições editoriais mais alinhadas ao governo e a ausência de críticas contundentes a determinados ministros do Supremo Tribunal Federal. Outros grandes veículos também se beneficiariam do restante da verba, enquanto emissoras menores ficariam com parcelas residuais.
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O “complexo industrial” da política e da cultura
Paula Figueiredo amplia o argumento ao incluir a classe artística no que chama de “complexo industrial da propina”. Segundo ela, o crescimento expressivo dos recursos captados via Lei Rouanet contrasta com o baixo crescimento da economia real e com as dificuldades enfrentadas pela população.
Dados mencionados indicam que a captação por meio da lei atingiu R$ 3,41 bilhões em 2025, com aumentos sucessivos desde 2023. No mesmo período, a economia brasileira teria crescido em ritmo muito inferior. Para a comentarista, isso evidencia uma desconexão entre o Brasil dos artistas e o Brasil do trabalhador.
Indignação seletiva e discursos públicos
A ausência de manifestações públicas de artistas diante de escândalos envolvendo o Judiciário também é questionada. A autora cita discursos politizados em premiações internacionais e pergunta por que a indignação não se repete quando surgem denúncias envolvendo ministros ou esquemas financeiros bilionários.
Na visão apresentada, a militância cultural e midiática não seria movida apenas por ideologia, mas por incentivos financeiros claros, sustentados por dinheiro público e por relações de conveniência.
Muito além de valores morais
Ao final, a mensagem central é direta: não se trata de valores morais, mas de valores financeiros. Segundo a narrativa, imprensa, classe artística e setores do poder estariam inseridos em um mesmo sistema de benefícios, enquanto a conta recai sobre a população.
As declarações não constituem prova judicial, mas expõem um debate que a grande mídia raramente enfrenta: quem fiscaliza os fiscalizadores? E até que ponto interesses econômicos moldam o que o público pode — ou não — ver.
Nota editorial:
Esta matéria tem caráter informativo e analítico, baseada em declarações públicas divulgadas em vídeo. O conteúdo foi totalmente reescrito com contextualização jornalística. As falas citadas são de responsabilidade de Paulo Figueiredo.
