Anvisa autoriza uso do lenacapavir, injeção semestral com alta eficácia na prevenção do HIV, ampliando as opções de PrEP e tratamento no Brasil.
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou, nesta segunda-feira (12), o uso do lenacapavir, um medicamento inovador aplicado por injeção apenas duas vezes ao ano para a prevenção da infecção pelo HIV no Brasil. A decisão representa um avanço significativo nas políticas de saúde pública e no enfrentamento ao vírus, que ainda afeta milhares de pessoas no país.
De acordo com estudos clínicos internacionais, o lenacapavir apresenta eficácia próxima de 100% na prevenção do HIV quando utilizado corretamente. O diferencial do medicamento está justamente na sua forma de administração: enquanto os métodos tradicionais de prevenção exigem o uso diário de comprimidos ou aplicações mais frequentes, a nova injeção mantém proteção prolongada com apenas duas doses anuais.
A China elevou o tom contra os Estados Unidos ao sair em defesa de Cuba, exigindo o fim imediato de sanções, ameaças e do bloqueio imposto à ilha. Pequim afirmou que não aceitará interferências externas e reforçou seu posicionamento contrário a medidas unilaterais que pressionem o governo cubano.
A declaração foi feita pelo Ministério das Relações Exteriores chinês após falas recentes do presidente norte-americano Donald Trump, reacendendo a tensão diplomática entre as duas potências e colocando Cuba novamente no centro do embate geopolítico.
Segundo informações divulgadas pelo jornal O Globo, o medicamento foi autorizado para duas finalidades distintas. A primeira é como profilaxia pré-exposição (PrEP), indicada para evitar a infecção pelo HIV em pessoas com mais de 12 anos de idade e peso mínimo de 35 quilos. A segunda possibilidade de uso é voltada a pessoas que já convivem com o HIV, mas que não obtiveram resposta satisfatória aos tratamentos atualmente disponíveis no país.
Um novo cenário para a prevenção
Especialistas avaliam que a chegada do lenacapavir pode mudar de forma significativa o cenário da prevenção ao HIV no Brasil. A exigência de menos aplicações ao longo do ano tende a aumentar a adesão, especialmente entre pessoas que enfrentam dificuldades para manter o uso diário de medicamentos ou comparecer com frequência aos serviços de saúde.
Atualmente, os principais medicamentos disponíveis no mercado brasileiro exigem ao menos seis aplicações ao longo de 12 meses, além das opções orais de uso contínuo. A injeção semestral surge como alternativa mais prática, discreta e potencialmente mais eficaz para diferentes perfis da população.
O setor vitivinícola brasileiro enfrenta obstáculos estruturais que vão além da concorrência internacional, segundo especialistas da área. Para produtores nacionais, o desafio não está no acordo Mercosul–União Europeia, mas nas regras internas que colocam o vinho brasileiro em desvantagem competitiva.
Enquanto países europeus tratam o vinho como alimento, no Brasil ele é classificado como bebida alcoólica e sofre com alta carga tributária. Para o setor, a ausência de políticas públicas e incentivos adequados é o principal entrave para que o produto nacional dispute espaço em igualdade de condições.
Impacto na saúde pública
A autorização da Anvisa é vista como estratégica para o fortalecimento das políticas de prevenção combinada ao HIV, que incluem testagem regular, uso de preservativos, PrEP, tratamento precoce e acompanhamento médico. Com uma opção de longa duração, o sistema de saúde pode alcançar grupos que hoje permanecem mais vulneráveis à infecção.
Além disso, o uso do lenacapavir em pacientes que já vivem com HIV e não respondem bem aos esquemas tradicionais amplia as possibilidades terapêuticas, oferecendo uma alternativa moderna para casos mais complexos.

O avanço do acordo comercial entre Mercosul e União Europeia acendeu o alerta em setores tradicionais da produção brasileira, especialmente entre produtores de vinhos e queijos. Embora o tratado esteja perto de ser concluído, representantes das cadeias produtivas apontam riscos relacionados à competitividade e aos custos enfrentados no mercado interno.
Produtores afirmam que a principal preocupação não é a qualidade dos produtos nacionais, mas a diferença nas regras e na carga tributária em relação aos europeus. Para o setor, sem políticas públicas que reduzam essas assimetrias, o acordo pode aprofundar desigualdades e pressionar a produção local.
Desafios e próximos passos
Apesar do avanço, especialistas alertam que ainda será necessário definir como o medicamento será incorporado ao Sistema Único de Saúde (SUS), além de questões relacionadas a custo, logística e capacitação de profissionais. A expectativa é que o tema seja debatido nos próximos meses entre o Ministério da Saúde, estados e municípios.
Outro ponto fundamental será a informação correta da população, evitando desinformação e falsas expectativas. Autoridades de saúde reforçam que, mesmo com novas tecnologias, a prevenção ao HIV deve continuar sendo abordada de forma ampla e integrada.
Um marco no combate ao HIV
A aprovação do lenacapavir coloca o Brasil em sintonia com os mais recentes avanços científicos no combate ao HIV. Em um país que historicamente teve papel de destaque nas políticas de enfrentamento à doença, a chegada da injeção semestral reforça o compromisso com a inovação, a prevenção e a ampliação do acesso a tratamentos eficazes.
Com eficácia elevada e aplicação reduzida, o novo medicamento representa não apenas um avanço médico, mas também um importante passo social, ao facilitar o cuidado contínuo e reduzir barreiras enfrentadas por milhares de pessoas.
Nota da Redação:
As informações desta matéria foram apuradas a partir de dados oficiais e reportagens da imprensa nacional e internacional. O conteúdo segue em atualização conforme novas informações sejam divulgadas.
Crédito: Sputnik
