Ministro das Comunicações da Venezuela afirma que disparos em Caracas foram preventivos após drones sobrevoarem área do Palácio Miraflores. Governo diz que não houve confronto armado.
Relatos de tiros geram apreensão na capital venezuelana
Moradores de Caracas relataram momentos de tensão após ouvirem disparos e observarem o que pareciam ser projéteis cruzando o céu em áreas centrais da capital venezuelana. Os episódios ocorreram nas proximidades do Palácio de Miraflores, sede do governo, e da vice-presidência da República, levantando dúvidas sobre a estabilidade da segurança na região.
Vídeos e relatos compartilhados nas redes sociais rapidamente chamaram a atenção, gerando especulações sobre possíveis confrontos armados ou tentativas de ataque em uma das áreas mais vigiadas do país.

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Governo atribui disparos a ação preventiva da Guarda Presidencial
Diante da repercussão, o ministro das Comunicações da Venezuela, Freddy Ñáñez, veio a público para esclarecer o ocorrido. Segundo ele, os disparos foram realizados de forma preventiva pela Guarda Presidencial após a detecção de supostos drones sobrevoando o centro de Caracas.
De acordo com Ñáñez, os equipamentos teriam sido identificados entre o Palácio Miraflores e a sede da vice-presidência, o que levou as forças de segurança a reagirem por precaução diante do risco potencial.
“O que ocorreu foi uma ação preventiva. Drones espiões sobrevoaram a área e nossa Guarda Presidencial abriu fogo temendo o pior”, afirmou o ministro.

Autoridades negam confronto armado
O ministro reforçou que, apesar dos disparos, não houve qualquer tipo de combate armado ou situação que colocasse em risco a ordem pública. Segundo ele, a reação das forças de segurança não provocou feridos nem danos relevantes.
“Em nenhum caso se tratou de um confronto que perturbasse a paz e a ordem. Tudo está em perfeita ordem”, declarou Ñáñez, tentando conter a preocupação gerada entre a população.
As autoridades não informaram oficialmente a origem dos drones nem se os equipamentos foram neutralizados ou identificados posteriormente.
População relata tiros e objetos no céu
Antes da manifestação do governo, moradores relataram ter ouvido rajadas de tiros e observado objetos luminosos no céu, o que reforçou a percepção de um possível incidente grave. Em algumas regiões, o barulho dos disparos causou pânico momentâneo, levando pessoas a se abrigarem dentro de casas e estabelecimentos comerciais.
Apesar disso, não houve confirmação independente de explosões, impactos em prédios ou registros de vítimas, o que coincide com a versão oficial apresentada pelo governo.
Contexto de tensão política e segurança reforçada
O episódio ocorre em meio a um cenário de forte tensão política e institucional na Venezuela. Nos últimos anos, áreas próximas ao Palácio Miraflores passaram por reforços constantes de segurança, especialmente diante de denúncias de conspirações, tentativas de desestabilização e ameaças externas frequentemente citadas pelo governo.
O uso de drones tem sido um tema sensível para as autoridades venezuelanas desde episódios anteriores envolvendo supostas tentativas de ataque contra lideranças do regime, o que aumenta o grau de alerta das forças de segurança.
Falta de informações adicionais mantém dúvidas
Até o momento, o governo não divulgou imagens oficiais dos drones, nem apresentou detalhes técnicos sobre o suposto monitoramento aéreo. Também não foi informado se houve abertura de investigação formal para identificar a origem dos equipamentos.
Enquanto isso, o episódio segue gerando questionamentos dentro e fora da Venezuela, especialmente sobre os protocolos de segurança adotados em áreas sensíveis da capital.
As autoridades reiteram que a situação está sob controle e que não há motivo para alarme, mas a ausência de informações detalhadas mantém o episódio no centro do debate público.
📝 Nota da Redação
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