Médico relata ter sido acusado de homofobia após se recusar a emitir atestado com linguagem neutra. Caso reacende debate sobre limites ideológicos em documentos médicos oficiais.
🗣️ BOCA DO POVO
Um relato que viralizou — e gerou indignação
Um desabafo feito por um médico nas redes sociais reacendeu um debate explosivo no Brasil: até onde vai a militância ideológica quando confrontada com documentos oficiais e técnicos? Segundo o profissional, ele foi acusado de homofobia após se recusar a emitir um atestado médico em linguagem neutra, incluindo alterações na nomenclatura anatômica.
O vídeo, que rapidamente se espalhou, não tem tom político partidário — é um relato cru, indignado e, segundo o próprio médico, fruto de um episódio que o fez questionar a própria continuidade na profissão.

“Atestado não tem gênero. Tem carimbo.”
De acordo com o médico, o atendimento ocorreu normalmente. O paciente apresentava uma entorse leve de tornozelo, passou por exame de imagem, não havia gravidade e receberia imobilização e afastamento do trabalho — algo rotineiro.
O conflito começou no momento da emissão do atestado.
Segundo o relato, o paciente exigiu que o documento fosse redigido em linguagem neutra. Não satisfeito, teria solicitado também a alteração da nomenclatura médica, pedindo que o termo “tornozelo” fosse substituído por “tornozele”.
Foi nesse momento que o médico se recusou.
“Atestado é um documento médico. Documento sério. Ele não tem gênero, ele tem carimbo.”
A recusa teria desencadeado uma reação imediata, com o profissional sendo chamado de homofóbico em público, na frente de outros pacientes e funcionários.

Acusação grave e exposição pública
O médico afirma que, ao ser acusado de homofobia, decidiu começar a gravar o ocorrido, justamente por considerar a acusação grave e injusta. Segundo ele, o episódio extrapolou qualquer divergência ideológica e entrou no campo da ofensa pública e difamação.
Ele relata ainda que o paciente teria minimizado possíveis consequências profissionais, alegando que a empresa onde trabalha seria “alternativa” e que não haveria problemas com o atestado.
A resposta do médico foi direta:
um atestado com termos inexistentes na medicina colocaria em risco não só o profissional, mas também o próprio paciente diante de RHs, perícias e auditorias.
Documento médico não é rede social
Um dos pontos mais fortes do relato é a distinção feita pelo médico entre respeito pessoal e responsabilidade técnica. Ele afirma que trata qualquer paciente com dignidade, independentemente de identidade ou orientação, mas ressalta que documentos oficiais seguem normas técnicas, não tendências ideológicas.
“O nosso histórico não é Twitter. A gente não cancela ninguém. Documento médico não é espaço de militância.”
A fala ecoou entre profissionais da saúde, que passaram a comentar o risco jurídico e ético de se flexibilizar termos técnicos em laudos, atestados e prontuários.
Quando o respeito vira imposição
O caso expõe um dilema cada vez mais presente no cotidiano profissional:
até que ponto o respeito à identidade pode exigir a ruptura de protocolos técnicos e legais?
Para o médico, a linha foi ultrapassada quando se tentou transformar um documento clínico em instrumento de validação ideológica, sob ameaça de rotulagem moral.
O episódio, segundo ele, não é isolado — mas sintomático de um ambiente em que profissionais têm medo de exercer sua função com base na técnica, e não na pressão social.
Um retrato do Brasil atual
A frase final do desabafo resume o sentimento que levou o vídeo a viralizar:
“No Brasil tem de tudo. Menos paz.”
A Boca do Povo não julga, não sentencia — apenas expõe.
O caso levanta questões legítimas sobre limites, responsabilidades e o risco de se banalizar acusações graves como homofobia, esvaziando seu real significado.
📌 Nota de Redação
Esta coluna se baseia exclusivamente no relato do médico, conforme vídeo amplamente divulgado nas redes sociais. O espaço permanece aberto para manifestação de todas as partes citadas.

Realmente estamos vivendo momentos tristes.0h geração extranha meu Deus!Se tivesse q voltar minha vida do início não teria mais filhos pois dessa geração aí muitos poucous se salvam..Só Jesus